
Acompanhando os textos deste blog e, graças, o retorno da classe artística ao seu lugar histórico (o de ser voz da sociedade: por ter voz pública, por ter acesso à mídia, uma visão humanitária ao incorporar personagens múltiplos, por cantar e expor seus sentimentos, pensamentos e ideologias), me peguei perguntando: quando foi que deixamos de ser cidadãos? Como foi que, de indivíduos, viramos números estatísticos? Anestesiados estamos ou ficamos?
E eu me lembro: “Ouça um bom conselho, que eu lhe dou de graça: inútil dormir que a dor não passa”.
O “não é comigo, não!” entranhou-se no nosso comportamento cotidiano: no do lixo na calçada à impunidade generalizada, passando pelos mando e desmando dos que tem poder: do menor funcionário público ao mais alto tribunal... Mas, “não é comigo, não"...
Quando foi que perdemos o sentido de comunidade? Entidades de classes, diretórios de estudantes, associações de bairros hoje, na grande maioria, não passam de braços, estendidos como teias, dos partidos políticos. Quem, enfim, nos representa? Ninguém! Nem ao menos nós mesmo... Lamentável e doloroso...
Ver, de novo, nossos artistas tentando se mobilizar, tentando pertencer e soltando a voz, me remeteu à campanha e à eleição de Barack Obama - quando me questionei se, em algum dia, eu sentiria o orgulho das milhares de pessoas que foram para a sua posse; se algum dia eu seria tomada daquele sentimento de pertencimento e crença ao ouvir discursos (e reais intenções) de compaixão, igualdade, justiça e todos os conceitos que nos transformam, verdadeiramente, em nação.
Fiz várias pesquisas sobre a campanha e, encantada, encontrei um vídeo feito com a participação de vários artistas, de diferentes áreas e de diversas raças, que me pareceu tão nós – nos desejos e na diversidade – que, apesar de já antigo diante da velocidade do mundo hoje, tomo a liberdade de postar aqui.
Recomecemos de onde paramos: que vejamos cada outro como um eu e, juntos, cidadãos cientes do nosso papel político, pequena peça da engrenagem cidadã - porque, sim, NÓS PODEMOS!
Rose Vermelho - Designer Gráfico
cara rose adorei o texto; porem não usaria o video, penso que ainda é cedo para sabermos as reais intenções do atual presidente dos estados unidos; sou sempre muito desconfiado com relação aos politicos americanos. enfim acho este espaço otimo para discuções para nossas opiniões; nossas nascidas das nossas demandas da nossa estoria da nossa cultura, nossa e de mais ninguem aonde ninguem é modelo pois ela nos pertence so a nos, entende amiga?
ResponderExcluirYulo, o uso do vídeo não é nenhuma apologia a Obama nem proposta de modelo de governo mas, sim, uma mostra, linda, de artistas que se unem, em exercício de cidadania, por uma proposta que acreditam. E, vc. tem razão, ainda é cedo para Obama mas, para nós, a hora é agora.
ResponderExcluirBeijos,
Rose Vermelho